De uma forma bem simples e didática, “crowdfunding” é a palavra usada para nomear alguns financiamentos coletivos, ou seja, ações tomadas por mais de uma pessoa ou grupos para financiar um projeto, ideia ou negócio que sejam de seu interesse.

O substantivo que melhor acompanha o termo é cooperação,  cooperação para organizar uma plataforma de crowfunding, para arrumar investidores espalhados por aí e também colaboração para fazer um projeto dar certo e trazer recompensas ás pessoas que inicialmente acreditaram naquela ideia.

Com a mudança de paradigmas e percepções sobre o que são negócios de sucesso, e a comprovação de que a maioria dos projetos tidos como “bem sucedidos” são aqueles que estão diretamente ligados à grupos, ou à plataformas colaborativas de construção e opinião, o crowdfunding surge num momento importante do cenário econômico brasileiro e mundial.

E a inovação não fica só por conta do colaborativismo de investimentos. Usar o crowdfunding como plataforma para iniciar e estimular novos negócios, traz à tona novas formas de se pensar na apresentação e venda de um projeto ou produto: ao invés de horas perdidas apresentando discursos e fórmulas a investidores em reuniões nem sempre proveitosas, um bom apelo digital, um site bem criado e mensagem clara do que você quer podem fazer a diferença no apoio que esses negócios podem receber.

Ganhando força há mais de 3 anos, os sites de crowdfunding internacionais são provas-vivas de que a iniciativa é boa e dá certo: o americano Kickstarter, por exemplo, facilitou que 380 mil usuários expusessem suas ideias e recebessem investimentos- que chegaram a ser de 100 mil dólares.

Outra experiência bem sucedida e com um caráter social arraigado à pratica do crowdfunding é o site Kiva.org, que faz conexões pessoais entre organizações sociais de países em desenvolvimento com investidores de países de economias já consolidadas.

No Brasil, as principais iniciativas desse movimento estão ligadas às áreas culturais e de pequenos empreendedores que usam a inovação como carro-chefe de seus projetos. Os sites mais conhecidos são os Queremos, Incentivador e  Fairplace.

E com o aquecimento dos microempreendimentos o caminho natural é que cada vez um número maior desses sites surja, trazendo não só oportunidades de financiamento, mas valor agregado para quem acredita em uma ideia e quer ajudá-la a tirar do papel, gerando uma rede de confiança e pessoas focadas em um mesmo ideal e objetivos.